O Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD) disse desconhecer “qualquer ilegalidade” associada ao protocolo que tem com a Cooperativa de Ensino Superior, Politécnico e Universitário (CESPU), negando as acusações de “fraude” da Ordem dos Médicos.

"Assim sendo, e para reposição da verdade, o Conselho de Administração do CHTMAD irá solicitar à tutela a abertura de um processo de averiguações para esclarecimento cabal desta situação”, afirmou em comunicado enviado à Lusa.

Na segunda-feira, o presidente do Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos acusou o centro hospitalar sediado em Vila Real de “dar cobertura” a “falso” Curso de Medicina da CESPU.

António Araújo disse que o CHTMAD mantém atualmente a estagiar nos seus serviços clínicos alunos da Licenciatura de Ciências Biomédicas da CESPU, tendo como objetivo a sua preparação para continuarem uma Licenciatura de Medicina numa universidade espanhola, o que rotula de “ilegal”.

A CESPU, sediada em Paredes, revelou que vai apresentar uma queixa-crime contra António Araújo por “falsas e difamatórias” acusações sobre a instituição.

O CHTMAD lamentou não ter havido qualquer contacto prévio por parte da Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos para esclarecimentos de eventuais dúvidas sobre esta matéria.

Na nota, o centro hospitalar confirma ter há muitos anos um protocolo de cooperação com a CESPU em várias áreas, o que incluiu a realização de estágios observacionais, com uma duração máxima de 100 horas, de alunos do curso de Licenciatura em Ciências Biomédicas.

A realização destes estágios observacionais no CHTMAD é apenas e, exclusivamente, para a obtenção do grau de licenciatura no curso mencionado”, vincou.