As inscrições para a primeira fase de candidatura de acesso ao Ensino Superior começam esta quarta-feira, com menos 837 vagas do que no ano passado, mas também com menos alunos a concorrer.

É através da plataforma da Direção Geral do Ensino Superior (http://dges.mctes.pt) que os alunos se candidatam para ocupar um dos 51.461 lugares dos 1.087 cursos disponibilizados pelas universidades e institutos politécnicos.

As vagas para o Ensino Superior em Portugal baixam assim pelo segundo ano consecutivo, estando agora disponíveis menos 837 do que no ano passado, altura em que sobraram 8.547 lugares.

Os representantes dos reitores das Universidade e presidentes dos Politécnicos acreditam que, este ano, o número de vagas sobrantes possa vir a ser igualado ou até superado, tendo em conta que o número de candidatos também tem vindo a diminuir: em 2009 eram cerca de 60 mil candidatos, enquanto no ano passado foram apenas 53 mil.

As informações sobre o número de vagas que cada curso oferece está também disponível na plataforma da Direção Geral do Ensino Superior, onde é possível pesquisar por todas as instituições públicas mas também privadas.

Segundo o Ministério da Educação e Ciência (MEC), as instituições procederam a uma reorientação da oferta na fixação de vagas, tendo em consideração a procura, a empregabilidade e as áreas de formação, segundo regras definidas pela tutela.

As alterações fizeram com que não abrisse nenhum curso com menos de dez vagas, existindo apenas sete cursos com menos de 20 vagas: Engenharia Têxtil em regime pós-laboral, da Universidade do Minho (UM), Engenharia Têxtil (UM), Direito em regime pós-laboral (UM), Medicina Veterinária, da Universidade dos Açores (UA), Ciências Farmacêuticas (UA), Ciências da Nutrição (UA) e Tradução e Interpretação Português/Chinês e Chinês Português, do Instituto Politécnico de Leiria da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais.

Entre os cursos com mais vagas abertas nesta primeira fase surgem os de Direito e os da área da saúde: o curso de Direito da Universidade de Lisboa vai receber este ano 480 caloiros, mais 30 do que no ano passado.

Os nove cursos de Medicina, que estão sempre entre os mais procurados e por isso apresentam as notas de acesso mais elevadas, mantêm este ano as mesmas 1.517 vagas.

Fazendo uma comparação percentual, as reduções de oferta sentem-se mais nas áreas de estudo de formação de professores e ciências da educação (menos 16% que no ano passado) e nos serviços de segurança (menos 28%).

Por um lado, a agricultura, silvicultura, pescas e por outro a área das matemáticas e estatísticas são as que têm um maior aumento de oferta (ambas com mais 12% em relação ao ano passado).

A primeira fase de candidatura termina a 09 de agosto e os resultados serão conhecidos um mês depois, a 09 de setembro