O PSD acusou hoje o PS de «intoxicar» a opinião pública com «deturpações dramáticas e cenários irrealistas» sobre o início do ano letivo, que está a decorrer, notam os sociais-democratas, com «normalidade».

«Todos aqueles que vaticinaram caos e desorganização no arranque do ano escolar, espalhando alarmismo, fazendo aproveitamento eleitoral, assustando as famílias portuguesas, estão agora a deparar-se com a evidência da estabilidade com que escolas, alunos, professores, pais e funcionários estão a iniciar esta etapa do calendário escolar», declarou a vice-presidente do PSD e responsável pela área da Educação, Ciência e Cultura, Nilza de Sena.

A dirigente «laranja» falava em conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa, tendo aproveitado o momento para criticar a «confusão e desorientação» do PS no atual período pré-eleitoral: «É inaceitável que o PS desvalorize e esconda o sentido cívico e a maturidade demonstrada por todos os agentes envolvidos na abertura do ano escolar», disse.

«À crítica fácil, ao juízo sem memória, à demagogia simplista do PS, o PSD responde com uma palavra de grande confiança», sublinhou também Nilza de Sena, para quem a perturbação «mais grave» no setor «veio do PS, que quis ampliar situações pontuais e que o PSD está seguro que o Ministério da Educação e Ciência irá resolver com bom senso, urgência e sem espetáculo».

«O PSD não pode deixar de afastar a nuvem de afirmações falsas e que visam provocar a instabilidade junto da comunidade escolar e dos agentes educativos», declarou a vice-presidente do PSD.

O líder parlamentar do PS acusou na quinta-feira o Governo de ter revelado «impreparação» e «incompetência» na abertura do ano escolar, considerando que grande parte das deficiências resulta de uma política de «cortes cegos».

A posição de Carlos Zorrinho foi assumida na Assembleia da República, numa conferência de imprensa em que criticou a forma como está a decorrer a abertura do novo ano escolar.

«A abertura do ano escolar revelou a impreparação e incompetência do Governo e do Ministério da Educação. Este Governo e este Ministério da Educação têm mostrado maior competência nos cortes cegos que fazem do que na organização do ano letivo», declarou o líder da bancada socialista.