O Governo da Madeira prescindiu de exercer o seu direito de preferência sobre um terreno situada no Funchal, transmitida à sociedade Ponta de Lança, propriedade de Cristiano Ronaldo, informa uma resolução publicada no jornal oficial da região.

O executivo madeirense chefiado por Alberto João Jardim foi chamada a exercer o direito de preferência, pela Shell Madeira Praia Formosa, do espaço que detém nas antigas instalações de depósitos de combustíveis, abandonados há cerca de uma década, no Funchal.

Alegando dificuldades «por limitações financeiras impostas pelo Plano de Ajustamento Económico e Financeiro, a Região Autónoma da Madeira não está em condições de exercer esse direito de preferência, de parte ou totalidade da área do supra mencionado imóvel», pode ler-se no documento.

A resolução dá conta de que o governo insular não exercerá esse direito que a Shell pretende ver atribuído à sociedade Ponta de Lança, S.A..

De acordo com várias informações vindas a público, esta sociedade é pertença do jogador do Real de Madrid e do seu irmão Hugo Aveiro.

Uma empresa criada em julho deste ano e que se dedica à realização e gestão de investimentos na área imobiliária, nomeadamente compra e venda de imóveis, bem como a construção, urbanização e loteamento, a promoção, administração e locação de bens imobiliários próprios ou de terceiros e ainda a administração de projetos de investimento e das participações financeiras da própria sociedade.

Noticias difundidas por diversos órgãos de comunicação social nacional e regional dão conta do interesse do internacional português em investir na Madeira na área hoteleira, mas não confirmação oficial deste projeto.

Cristiano Ronaldo já esteve, inclusivamente, na ilha do Porto Santo em 2011 acompanhado do seu empresário, Jorge Mendes, bem como de cinco investidores turcos, entre os quais o presidente do clube Besiktas, alegadamente para tratar de investir naquela ilha.