A revista Der Spiegel noticia esta sexta-feira, com base em investigação própria e em documentos revelados pela plataforma Wikileaks, que Ronaldo terá selado um acordo extrajudicial com uma norte-americana que o acusava de violação.

De acordo com a publicação, o caso ocorreu em junho de 2009, quando o jogador se transferiu do Manchester United para o Real Madrid. Ronaldo estaria de férias em Las Vegas e terá mantido uma relação com uma norte-americana, que posteriormente apresentou queixa à polícia.

Posteriormente, Cristiano teria pago 375 mil dólares (258.172 euros) por um acordo extrajudicial, para que a suposta ofendida abdicasse da queixa sobre o que ocorrera a 13 junho de 2009, num hotel em Las Vegas.

 

Acordo com advogado português

O acordo que o Der Spiegel dá como verdadeiro terá sido assinado a 12 de janeiro de 2010, com um mediador do Estado norte-americano do Nevada.

A mulher terá apresentado queixa na polícia no mesmo dia da alegada ocorrência, sem que tenha então revelado o nome do suposto violador. Falou de "uma figura pública", de um "atleta".

O jogador teria sido representado pelo advogado português Carlos Osório que, segundo relata o jornal espanhol El Mundo, após leitura da Der Spiegel, recusou comentar em público assuntos do seus clientes. Avisando que dess arecusa não se devem tirar quaisquer ilações.

De acordo com a versão contada pela publicação alemã, a mulher teria pouco mais de 20 anos. Terá concordado, a troco do dinheiro, em retirar as queixas contra Ronaldo e a revelar quem eram as pessoas a quem tinha contado o caso.

Certificou também que tinham sido "permanentemente removidos ou destruídos quaisquer registos eletrónicos, escritos ou de outra natureza que teria produzido ou recebido como resultado dos fatos alegados", segundo transcreve o jornal El Mundo.

Advogado alemão nega e reage

Johanes Kreile, o advogado em Munique de Ronaldo, foi contatado pela Der Spiegel para comentar o caso, tendo rejeitado em absoluto a história.

As acusações devem ser rejeitadas contundentemente porque são incorretas", salientou, ameaçando processar a publicação.

O advogado acrescentou que o seu cliente, Cristiano Ronaldo, tomará as "ações legais contra falsas declarações e qualquer violação dos seus direitos pessoais".

A notícia da revista Der Spiegel, publicada esta sexta-feira ocorre dois dias após Cristiano Ronaldo ter sido o protagonista da vitória do Real Madrid em casa do Bayern de Munique, com o português a apontar os dois golos da reviravolta no resultado que ficou em 2-1.

O caso relatado e desmentido pelos representantes do jogador é datado do período de férias, em que Ronaldo se transferiu do Manchester United para o Real Madrid por 94 milhões de euros.

"Reportagem é falsa"

Esta sexta-feira, em comunicado divulgado na sua página na internet, a Gestifute, do empresário Jorge Mendes, considera que a reportagem da Der Spiegel é "uma peça de ficção jornalística".

A suposta vítima recusa ser identificada e corroborar a estória. E todo o enredo se baseia em documentos não assinados e em que as partes são identificadas por códigos, em emails entre advogados que não dizem respeito a Cristiano Ronaldo e cuja autenticidade ele desconhece, e numa suposta carta que teria sido enviada pela putativa vítima, mas que ele nunca recebeu", sustenta o comunicado.

O comunicado da Gestifute insiste em dizer que "a reportagem do Der Spiegel é falsa" e que "Cristiano Ronaldo agirá contra esse órgão de comunicação social por todos os meios ao seu alcance".

A imputação de uma violação é uma acusação nojenta e ultrajante que não pode ficar em claro", conclui o comunicado.