Os Bombeiros de Vendas Novas, no distrito de Évora, atravessam dificuldades financeiras, devido à quebra de receitas no transporte de doentes e nas quotizações, estando em risco o pagamento dos ordenados dos funcionários em abril.

Conseguimos garantir os vencimentos para o pessoal para este mês, mas não temos a certeza de o conseguir para o mês de abril", admitiu, esta segunda-feira à agência Lusa, a presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vendas Novas, Paula Valentim.

Alertando para a "situação muito crítica" da corporação, a responsável explicou que as dificuldades agravaram-se devido ao "decréscimo muito grande de receitas", nomeadamente com "o valor das quotas dos associados que está em dívida" e com "o decréscimo muito acentuado do transporte de doentes".

Em relação às quotas, entre 2014 e 2015, ficou por pagar um valor que ronda os 35 mil euros e, em relação ao transporte de doentes, estamos a falar de valores que, há um ano atrás, eram da ordem dos 22 mil euros e que agora são de oito ou nove mil euros", precisou.

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A presidente da associação humanitária advertiu que, a curto prazo, a corporação pode "não conseguir dar resposta às solicitações" para o transporte de doentes e para o socorro, referindo que "está na iminência de ter que despedir os cinco funcionários que estão com contrato a prazo". "Isso representava um decréscimo muito grande em termos de efetivos, que se refletiria no serviço que prestamos à população", assinalou Paula Valentim, indicando que o combustível "é a despesa que tem de ser paga para que as viaturas não parem".

A corporação de Vendas Novas tem 19 funcionários (16 bombeiros, um mecânico, uma funcionária de limpeza e uma administrativa), além de cerca de 50 voluntários.