O número de crimes registados pelos vários órgãos de polícia criminal, em 2013, totalizou 376 336, menos 28 477 do que em 2012, indica um relatório do Ministério da Justiça divulgado esta sexta-feira.

O número de crimes registados pela PJ, PSP e GNR, o ano passado, totalizou 368 452, subindo para 376 336 quando somados os 7 884 crimes registados pelas restantes autoridades policiais.

Do total de 376 336 crimes registados em 2013, a maioria foram crimes cometidos contra o património, que representaram 53,7 por cento do total (202 014 crimes).

Em segundo lugar surgem os crimes contra as pessoas (84 253) que corresponderam a 22,4 por cento do total. Os crimes contra o Estado representaram uma parcela de 13,4 por cento.

Quanto aos crimes cometidos com maior frequência, o destaque vai para o furto em veículo motorizado, isto é, furto de objetos de dentro de viaturas, com 29 807 crimes, seguido da ofensa à integridade física voluntária simples, com 25 118 crimes.

A condução de veículos por condutores com taxa de álcool igual ou superior a 1,2 gramas/litro ocupa o terceiro lugar, com 24 608 crimes, seguido da violência doméstica contra cônjuge ou análogos (22 930 crimes) e do furto em residência com arrombamento, escalamento ou chaves falsas (22 206).

O furto de metais não preciosos, incluindo o cobre, ocupou a oitava posição da lista, com 13 426 crimes. Furtos por carteirista foram 10 270, o que coloca este crime na décima primeira posição.

Os dados sobre o número total de crimes registados em 2013 foram fornecidos pela PJ, PSP, GNR, Autoridade Tributária, Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, Polícia Marítima, Polícia Judiciária Militar e Serviços de Estrangeiros e Fronteiras.

Mais de meio milhão de inquéritos criminais em 2013

O número de inquéritos criminais registados em 2013 ultrapassou o meio milhão, fixando-se em 514.906, segundo a informação da Procuradoria-Geral da República, citada pelos dados do Relatório de Segurança Interna, apresentados hoje em Lisboa.

Destes, o número de inquéritos iniciados pela GNR, PSP e Judiciária, em 2013, foi de 276.846.

Dados relativos à investigação criminal referem também que, em 2013, se realizaram 13.826 buscas (mais 13,2 por cento do que em 2012), das quais 9.161 domiciliárias (mais 7,4 por cento).

O número de interceções telefónicas - vulgo escutas - foi de 13.075 (mais 0,2 por cento).

No capítulo da investigação criminal foram apreendidas, em 2013, 5.501 armas (mais 62,3 por cento) e 191.245 munições (mais 84,7 por cento).

O número de detenções diminuiu 2,9 por cento, em 2013, cifrando-se em 38.355.

No âmbito da prevenção, os dados do relatório salientam que, em 2013, houve 209 operações especiais de prevenção criminal - lei das armas e 3.562 operações específicas de prevenção criminal.

Na vertente da segurança e ordem pública, os dados indicam que, em 2013, houve 25 mil ações de segurança a eventos e a altas entidades (AE), assim como 2.859 operações visando assegurar o regular exercício do direito a reunião e à manifestação.

Os policiamentos a eventos desportivos somaram 57.897.

Quanto à segurança rodoviária, verificaram-se 50.358 operações de fiscalização rodoviária, ou seja, mais 2.783 casos do que em 2012.

O número de condutores fiscalizados totalizou 3.273.783, mais 137.609 do que no ano anterior.

Em matéria de armas e explosivos, registaram-se 6.094 ações e 5.757 armas apreendidas/recuperadas.

Durante 2013, foram destruídas 15.480 armas, na síntese da Lusa.