A criminalidade violenta no Porto aumentou nos primeiros nove meses deste ano, com mais 17 crimes violentos face ao mesmo período de 2016, informou esta quinta-feira fonte oficial do Comando Territorial do Porto da GNR.

Ao nível da criminalidade violenta, registou-se um acréscimo global de 17 crimes” entre 1 de janeiro e 30 de setembro de 2017, em comparação com igual período de 2016, declarou o comandante do Comando Territorial do Porto da GNR, coronel de infantaria Victor Mesquita Fernandes, durante o discurso que realizou no Quartel do Carmo (Porto), no âmbito do 9.º aniversário daquela unidade, onde foram condecorados militares e civis.

O aumento da criminalidade violenta na área da GNR do Porto nos primeiros nove meses do ano explica-se com o aumento do crime de “roubo por esticão”, com mais 34 ocorrências daquela tipologia em relação a 2016, explicou à Lusa, por seu turno, Silva Ferreira, relações públicas no Comando Territorial do Porto da GNR.

Entre 1 de janeiro e 30 de setembro de 2016, e igual período de 2017, constata-se, por outro lado, “uma redução global da criminalidade geral na ordem de 2,4%, o que equivale a uma diminuição de 385 crimes registados”, destacou Mesquita Fernandes, durante a sua intervenção na cerimónia.

Esta tendência, sustentada e controlada, é suportada em grande parte pelo esforço e dedicado trabalho de prevenção e investigação criminal desenvolvido em permanência pelos militares da unidade que têm essas responsabilidades”, referiu.

Durante a sua intervenção, Mesquita Fernandes lamentou o aumento de registo de mortos nas estradas da competência daquela unidade e anunciou um aumento da fiscalização rodoviária.

“Face à elevada sinistralidade rodoviária que ainda se regista nas estradas portuguesas, ao qual o nosso distrito não passa incólume, é intenção deste Comando aumentar ainda mais o esforço de fiscalização rodoviária, em linha com as orientações do Comando da Guarda”.

Na vertente da fiscalização e sinistralidade rodoviária, a unidade da GNR do Porto lançou 74.500 patrulhas rodoviárias nas 13 autoestradas, 20 estradas nacionais e restantes vias da sua responsabilidade e fiscalizou 85 mil condutores, detendo “1.900 condutores com excesso de álcool no sangue no exercício da condução” e “13.300 condutores em excesso de velocidade”.

Em termos globais, por infração à legislação rodoviária, foram registadas 66.400 contraordenações e 1.600 crimes, concluiu Mesquita Fernandes.

Ao longo do último ano, o Comando territorial do Porto da GNR na atividade de prevenção geral realizou 98 mil ações de patrulhamento, nos programas especiais realizou 1.500 ações dirigidas aos idosos, 1.400 dirigidas à população escolar e 500 ao comércio seguro.

Na vertente da proteção da natureza e do ambiente realizou 3.700 ações de patrulhamento.

A unidade do Comando Territorial do Porto da GNR informou ainda que foi aquela que mais denúncias registou na linha de SOS Ambiente e Território que estavam relacionadas com incêndios.