O Tribunal de Estarreja condenou nesta sexta-feira, em cúmulo jurídico, a três anos de prisão, com pena suspensa, um homem que estava acusado de esfaquear o «pai adotivo» e dois militares da GNR.

O coletivo de juízes deu como provado os crimes de ofensa à integridade física qualificada na forma tentada, ofensa à integridade física qualificada na forma consumada e resistência e coação de que o arguido vinha acusado.

A execução da pena foi suspensa por três anos, período durante o qual o homem, de 39 anos, tem de frequentar um programa de tratamento de alcoolismo.

O arguido foi ainda condenado a pagar 500 euros de indemnização a cada um dos militares agredidos, além das despesas com os tratamentos médicos.

Após a leitura do acórdão, a juíza presidente chamou a atenção para o comportamento do arguido, afirmando que «agredir um militar é mais grave do que uma pessoa comum e é muito censurável».

A magistrada considerou também censurável a agressão ao homem, de 77 anos, que acolheu e criou o arguido desde criança, adiantando que essa atitude «devia ser geradora de gratidão».

Durante o julgamento, o arguido disse que não se lembrava das agressões e justificou os seus atos por se encontrar alcoolizado.

Segundo a acusação, a agressão ao «pai adotivo» ocorreu em setembro de 2012.

O arguido aproximou-se do idoso que se encontrava à porta de casa a conversar com uma amiga e sem qualquer explicação atacou-o com uma faca.

A vítima teve de receber tratamento médico no hospital de Aveiro.

Em dezembro de 2011, o arguido teve uma atitude semelhante com dois militares da GNR, que sofreram pequenos golpes.