O homem tinha 71 anos e é suspeito de ter matado a mulher, de 65 anos, suicidando-se de seguida. O caso ocorreu em Vilarelho da Raia, no concelho de Chaves, no mesmo dia em que um outro caso de violência doméstica ocorreu em Aljustrel, no Alentejo.

Em Trás-os-Montes, os militares da GNR de Chaves foram a casa do casal, depois do alerta dado pelo filho que não conseguia falar com os pais desde domingo. Depararam-se com um “intenso cheiro a gás”, não conseguindo entrar na habitação.

Chamaram os bombeiros, que após entrarem em casa com máscaras, viram os dois corpos no chão”, adiantou fonte policial, ouvida pela Agência LUSA.

De acordo com a mesma fonte, havia já um historial de violência doméstica relativo ao casal. Anteriormente, já tinham sido apreendidas duas armas ao homem. Desta vez, tudo leva a crer que o presumível homicida terá agredido violentamente a mulher, matando-a com recurso a uma faca, dados os indícios registados no local. Depois, terá provocado uma fuga de gás, suicidando-se assim.

A casa tinha as portas e janelas todas fechadas como se não estivesse lá ninguém”, referiu o mesmo informador. 

A investigação do caso passou entretanto para a alçada da Polícia Judiciária (PJ).

Este caso, ocorrido no mesmo dia que um outro em Aljustrel, será, aparentemente, mais um dos muitos crimes de violência doméstica que ocorrem anualmente em Portugal.

Segunda-feira de violência doméstica

Em Aljustrel, a GNR local deparou esta segunda-feira com mais um caso de homicídio seguido de suicídio, cometido com uma arma de caça. Um homem de 55 anos terá matado a mulher de 49, pondo termo à sua própria vida, a seguir.

O caso aconteceu em Montes Velhos, na freguesia de S. João de Negrilhos, no concelho de Aljustrel, tendo os bombeiros recebido o alerta às 12:28, segundo o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Beja.

A GNR foi alertada "por um vizinho, que telefonou para o 112” e voltou a casa do casal, onde estivera já no passado sábado. Nesse dia, tinha apreendido “duas armas de fogo a esse homem”. Fonte da Guarda confirmou que havia já um “historial de desavenças” entre o casal.

A investigação do caso vai, agora, ser entregue pela GNR à Diretoria do Sul da Polícia Judiciária (PJ), de Faro.