A vacina contra a tuberculose será reposta nas maternidades e nos centros de saúde, até sexta-feira, depois de a sua administração ter sido interrompida nalguns locais, devido a uma falha do fornecedor, informou esta quinta-feira a Direção-Geral de Saúde.

A subdiretora-geral da Saúde Graça Freitas adiantou à Lusa, sem precisar números, que «não terão sido muitas as crianças» que ficaram por vacinar, «porque havia sítios onde havia a vacina», e reiterou que a sua falta «não pôs em risco a saúde pública».

Graça Freitas acrescentou que a falta da vacina se deveu a problemas de fornecimento do único laboratório público que a produz para a Europa, na Dinamarca, que, num dos lotes, falhou no controlo de qualidade e teve de voltar a fabricar o produto.

Há duas semanas, a Direção-Geral da Saúde (DGS) admitiu que a administração da vacina BCG poderia «vir a ser temporariamente interrompida por problemas de produção», embora garantindo que a situação não constituía um risco para a saúde pública.

Em comunicado, a DGS lembrava que a vacina é administrada num esquema de dose única, à nascença, nas maternidades e nos hospitais ou, excecionalmente, nos centros de saúde.

A nota acrescentava que a empresa que distribui a vacina BCG em Portugal informou que previa a regularização do fornecimento no fim de julho.

A DGS avisava, então, que as crianças que não fossem vacinadas à nascença seriam contactadas pelo respetivo centro de saúde quando houvesse novo fornecimento da vacina.