O funeral da bebé de 20 meses que morreu junto à praia de Caxias, em Oeiras, realiza-se no domingo na freguesia de Rio de Mouro, concelho de Sintra, indicou esta sexta-feira o advogado do pai da criança, em comunicado.

“Informamos que o corpo (...) estará em câmara ardente no domingo, dia 21, a partir das 10:00 na igreja de Rio de Mouro. O funeral será realizado no mesmo dia às 15:00 para sepultura no cemitério de Rio de Mouro, antecedido de cerimónia religiosa pelas 14:30 horas”, refere a nota enviada por Rui Maurício.

A bebé morreu e a irmã de 3 anos continua desaparecida desde a noite de segunda-feira. O alerta foi dado por uma testemunha que viu a mãe das crianças sair da água, em pânico e em hipotermia, a afirmar que as duas filhas estavam dentro de água. A menina de 20 meses foi resgatada e alvo de tentativa de reanimação, mas sem sucesso.

Buscas para encontrar criança desaparecida suspensas até sábado

As buscas para encontrar a criança desaparecida desde segunda-feira no estuário do Tejo, junto à praia de Caxias, em Oeiras, foram suspensas esta sexta-feira até às 07:30 de sábado, disse à Lusa o comandante da Capitania de Lisboa.

De acordo com Malaquias Domingues, as operações vão prolongar-se pelo fim-de-semana, mas com menos meios, apenas uma embarcação e equipa de patrulha em terra.

"Amanhã [sábado], as buscas continuarão na margem norte do rio e pela zona costeira das praias da Costa da Caparica", no concelho de Almada, na outra margem do rio, contou.

Uma criança de 19 meses morreu e outra de quatro anos está desaparecida desde a noite de segunda-feira. O alerta foi dado por uma testemunha que viu uma mulher sair da água, em pânico e em avançado estado de hipotermia, a afirmar que as suas duas filhas estavam dentro de água.

A mãe foi internada no Hospital de Santa Maria e, na quarta-feira, foi detida pela Polícia Judiciária e presente a primeiro interrogatório judicial, no Tribunal de Cascais, que decretou a sua prisão preventiva por suspeita de duplo homicídio qualificado.

Em declarações à agência Lusa, fonte da Comissão Nacional de Proteção de Crianças e Jovens em Risco da Amadora adiantou, na terça-feira, que a família estava sinalizada e que a mulher tinha apresentado queixa em novembro na polícia por violência doméstica e suspeita de abusos do pai às meninas.

O homem já recusou publicamente as acusações.