Pais com testículos mais pequenos têm maiores probabilidades de se envolverem nas tarefas dos filhos bebés, como mudar fraldas, alimentá-los e dar banho. É o que sugere um estudo realizado pela conceituada Universidade de Emory, em Atlanta, nos Estados Unidos.

Os investigadores concluíram ainda que há diferenças, de acordo com o tamanho dos testículos, a nível de atividade cerebral quando confrontados com fotografias dos filhos.

A análise mostrou que aqueles que têm menores testículos produzem uma resposta cerebral, relacionada com o sentimento de recompensa, maior do que os outros homens. Têm também uma apetência maior para tarefas de criação dos filhos.

De acordo com a BBC, a ideia da pesquisa, publicada na revista científica «Proceedings of the National Academy of Science», é de que os testículos maiores sugerem uma tendência também maior em fazer mais filhos do que em criá-los.

«A pesquisa mostra que alguns homens são naturalmente mais inclinados para cuidar do que outros», disse ao canal James Rilling, um dos cientistas do estudo que envolveu 70 homens com filhos entre um e dois anos de idade e analisou a relação entre o tamanho dos testículos e a paternidade.

Os investigadores não conseguiram clarificar exatamente esta relação, mas acreditam que o tamanho dos testículos, determinado pela hormona masculina, influencia o comportamento dos homens. «Sabemos, por exemplo, que os níveis de testosterona baixam quando os homens se tornam pais participativos», referiu Rilling.

Aspetos culturais e sociais acerca do comportamento dos pais não foram tidos em conta durante o estudo. Todos os homens eram de Atlanta, sendo que não foi mensurado um impacto relativo da sociedade.