A Refer vai reforçar a segurança na Linha da Beira Baixa com a colocação, previsivelmente até ao final do ano, de câmaras de videovigilância nos sistemas de deteção de queda de blocos, disse esta quarta-feira à Lusa a porta-voz da empresa.

Segundo Susana Abrantes, existem na linha ferroviária quatro sistemas de deteção de taludes.

Na zona de Vila Velha de Ródão encontram-se dois sistemas de deteção de queda de blocos, que vão ser reforçados com a colocação de duas câmaras de videovigilância (uma fixa e outra móvel).

De acordo com a porta-voz da Rede Ferroviária Nacional, na passada semana entrou em funcionamento o primeiro sistema de videovigilância num dos sistemas de deteção de queda de blocos desta linha, na zona de Belver.

Os restantes três sistemas instalados na ferrovia (um em Belver e dois em Vila Velha de Ródão) deverão receber as respetivas câmaras de videovigilância até ao final do ano.

A grande vantagem deste sistema de deteção de queda de blocos reside no facto de «permitir ver em tempo real se a queda causou ou não um impedimento da via», sublinhou a porta-voz da Refer.

«Os atuais sistemas de deteção de queda de blocos dão um alerta quando há uma queda na linha que suspende a circulação até que haja uma verificação local», referiu.

Com a instalação de câmaras de videovigilância no sistema, que reportam imagens permanentes para o Centro de Comando Operacional de Lisboa, o processo torna-se mais célere, uma vez que não é necessária a deslocação de um técnico ao local da queda para efetuar a verificação.

O projeto foi totalmente desenvolvido pela Refer Telecom, uma empresa do grupo Refer, adiantou a mesma fonte, sublinhando que «a solução foi toda trabalhada internamente (câmaras e software), pelo que os custos são reduzidos».

Cada sistema a instalar em cada ponto da linha ronda os 18 mil euros.