O incêndio num eucaliptal em Salreu, concelho de Estarreja, distrito de Aveiro, obrigou ao corte da A29 e da A1 durante várias horas, este domingo. O fogo chegou à zona das autoestradas ao início da tarde e só foi reaberto no primeiro caso, pelas 17:00, e no caso da A1 já depois da hora de jantar.

À TVI, a Brisa indicou que a autoestrada já está aberta, mas há algumas zonas em que o tráfego continua muito complicado, por haver trânsito muito acumulado, sendo que há algumas zonas em que os condutores estão a optar por utilizar apenas as vias do centro e da esquerda, fugindo à berma por estar mais próxima da ameaça de fogo.

Entretanto, a TVI apurou que, pelas 17:00, o trânsito na A29 foi reaberto, apesar de os incêndios continuarem nos eucaliptais. Segundo a informação que consta no portal da Proteção Civil, a A1 é que ainda está cortada. Com isto, há uma fila de viaturas de cerca de cinco quilómetros na A1, em dia de Supertaça, precisamente em Aveiro.

A autoestrada A1 esteve cortada nos dois sentidos, ao quilómetro 250, junto a Albergaria-a-Velha, distrito de Aveiro, até ao início da noite. Depois das 20:00 foi reaberto o sentido Sul-Norte, mas apenas uma das vias: a esquerda. 

Cerca das 16:00 foi decidido encerrar ao trânsito os dois sentidos da A41, no quilómetro 34, junto de Gondomar, devido ao incêndio que lavra há vários dias na zona. A circulação foi reaberta pelas 20:30 em ambos os sentidos

O fogo em Salreu, que esteve na origem de todas estas complicações, começou às 09:25 e mobilizava ao início da noite 85 homens, 30 veículos e três meios aéreos, para além de várias corporações.

175 incêndios

Segundo a página da Internet da Proteção Civil, havia 175 incêndios ativos em Portugal pelas 21:00, combatidos por 3.900 operacionais.

Pelas 23:00, o comandante operacional nacional da Proteção Civil disse que o combate ao incêndio no Parque Nacional da Peneda-Gerês, ativo desde quinta-feira, estava a ser um "trabalho muito difícil e de um cansaço enorme". O fogo deflagrava numa escarpa com 900 metros de altura com vegetação rasteira onde os "acessos não existem".

Outro dos incêndios que mais meios mobiliza é o de Melres e Medas, concelho de Gondomar, distrito do Porto.

Este fogo, que o presidente da junta de freguesia de Melres e Medas, diz ter destruído uma casa e chamuscado outras, está a ser combatido por 176 homens, 63 meios terrestres e dois meios aéreos, de acordo com a ANPC.

Um incêndio que deflagrou numa zona de mato em Vale de Cambra, Aveiro, tem também três frentes ativas. Este fogo “em mato” começou hoje, pelas 07:25 na localidade de Felgueira, freguesia de Arões, concelho de Vale de Cambra, distrito de Aveiro.

Em Provisende de Cima, freguesia de Rossas, concelho de Arouca, distrito de Aveiro, 60 bombeiros combatem um incêndio em mato com duas frentes ativas que começou pelas 19:00 de sábado.

No distrito de Viana do Castelo, um incêndio na Peneda, freguesia da Gavieira, concelho de Arcos de Valdevez, que começou na quinta-feira, mobiliza 114 homens, 31 meios terrestres e dois meios aéreos.