O Ministério Público acusou uma examinadora e um instrutor de uma escola de condução do Porto de um crime de corrupção passiva por alegadamente cobrarem dinheiro extra aos alunos para assegurar a sua aprovação no exame.

De acordo com informação publicada na página da internet da Procuradoria-Geral Distrital (PGD) do Porto, a acusação foi deduzida no dia 13, imputando o MP a ambos a prática, em coautoria, de um crime de corrupção passiva.

A examinadora do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) e o instrutor de uma escola de condução do Porto “combinaram entre si solicitar dinheiro aos candidatos a exame de condução que fossem alunos do arguido e viessem a ser examinados pela arguida, em montante não inferior a 200 euros, dinheiro que depois repartiam entre si”, refere a PGD.

O MP suspeita que o instrutor solicitou a verba a uma aluna no dia 15 de junho do ano passado e que esta, “cumprindo a mesma”, lhe entregou 200 euros quatro dias depois, aquando do seu exame de condução.

O instrutor terá entregado 100 euros no mesmo dia à examinadora do IMT, “como contrapartida pela facilitação do exame e conseguente aprovação, guardando para si o restante”.