O corpo do ex-deputado do CDS-PP/Madeira, Carlos Morgado, que estava dado como desaparecido desde o final de fevereiro do ano passado, foi encontrado enterrado num quintal de uma casa.

O corpo foi encontrado na madrugada desta sexta-feira, na sequência das diligências desenvolvidas pela PJ para encontrar pessoas desaparecidas, depois de uma denúncia a 1 de março deste ano. 

Em comunicado, a PJ adianta que identificou e deteve duas pessoas pela presumível prática dos crimes de homicídio qualificado, roubo e profanação de cadáver. Os detidos, uma mulher de 25 anos e um homem de 36 anos de idade, vão ser presentes a primeiro interrogatório judicial.
 

"Apurou-se, graças a um minucioso trabalho de investigação, que os autores do crime conceberam um plano para atraírem a vítima com o intuito de a roubarem e de posteriormente lhe provocarem a morte".

 
Fonte daquela polícia disse à Lusa que o corpo do ex-deputado, "desmembrado", foi descoberto no sítio de S. João, no concelho do Funchal. Outra fonte policial disse à Lusa que o crime terá ocorrido numa residencial no centro do Funchal.

O corpo foi encontrado num terreno onde existe uma vala minúscula com cerca de um metro, tendo à volta cimento e pedra (tipo laje), sendo visíveis vestígios de saco de plástico preto com mau cheiro e roupa em decomposição, constatou a Lusa no local.

Os moradores na zona recusaram comentar a situação, tendo uma residente apenas referido nunca se terem apercebido de nada e só ouviram “um reboliço” na quinta-feira.

A PJ adianta no comunicado que os restos mortais da vítima foram entregues ao Instituto Nacional de Medicina Legal para exames periciais.
  
O antigo parlamentar centrista, que era professor aposentado, resida na Ribeira Brava, no concelho a oeste da Madeira, foi dado como desaparecido desde o final de fevereiro de 2014.

Na ocasião, o seu carro foi encontrado estacionado junto de uma das grandes superfícies comerciais do Funchal.

Carlos Morgado passou a ocupar o lugar de deputado na Assembleia Legislativa da Madeira para substituir José Manuel Rodrigues - quando este foi eleito para a Assembleia da República -, com quem acabou por se incompatibilizar, passando a independente antes de deixar a atividade parlamentar no fim de 2012.