O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) anunciou, este domingo, que encaminhou 3.036 doentes, no ano passado, para a Via Verde do AVC (Acidente Vascular Cerebral). Desde que foi criada, em 2006, aquela linha atendeu mais de 17 mil pessoas, segundo os números agora divulgados.

Relativamente a 2013, os distritos com maior incidência destes casos foram Lisboa (742) e Porto (518), seguindo-se Braga (286) e Setúbal (263). «Na maioria dos casos foi preciso decorrer entre 30 minutos a uma hora e quinze minutos desde o início dos sintomas para que fosse dado o alerta para o 112», afirma o INEM em comunicado.

O instituto lembra que quanto mais cedo forem identificados os sinais de AVC mais eficaz será o tratamento.

«Falta de força num braço, boca ao lado ou dificuldades em falar são alguns dos sinais súbitos de alarme que podem indicar a ocorrência de um AVC», refere o documento, em que se alerta para a necessidade de a população saber identificar os sintomas e utilizar o 112.

Os dados de 2013 indicam ainda que em 65,3 por cento dos casos, os meios de socorro chegaram ao local em menos de 19 minutos.

Os hospitais de São José (324), Braga (265), São João (262) e Penafiel (214) foram os que receberam o maior número de doentes encaminhados pela Via Verde do AVC.

O AVC é um défice neurológico súbito, motivado por uma deficiente circulação arterial ou hemorragia no cérebro, que só pode ser confirmado através de uma Tomografia Axial Computorizada (TAC).

Continua a ser uma das principais causas de morte em Portugal.

«Manter hábitos de vida saudáveis, a prática de desporto de forma regular, evitar o tabaco e a vida sedentária são formas de prevenção eficazes e acessíveis a todo o cidadão», sublinha o INEM.