O contingente de 47 militares portugueses que vão integrar a missão das Nações Unidas no Mali partiu esta segunda-feira cerca das 08:30 para Bamako, onde vai ficar durante quatro meses a apoiar a população no processo de consolidação política.

Dos 47 militares, 41 são da Força Aérea e seis do Exército, avançou à Lusa o porta-voz do Estado Maior General das Forças Armadas, explicando que estes últimos são paraquedistas ‘largadores’ e que têm como objetivo colocar víveres e água nos locais onde os aviões não conseguem aterrar nem as viaturas têm condições de chegar.

O contingente, explicou Rui Ramos Silva, será acompanhado de uma aeronave C-295 – até ao final do ano passado a missão integrava um C-130 - e estará na capital do Mali, Bamako, durante quatro meses.

O objetivo é apoiar a população em questões relacionadas com o transporte de cargas, com o reabastecimento de víveres, e apoio sanitário, referiu a mesma fonte.

Os militares partiram da Base Aérea do Montijo e irão integrar a operação «MINUSMA», a missão «multidimensional» e «integrada» das Nações Unidas naquele país norte-africano.

O Mali foi palco de um golpe de Estado em 2012, quando um grupo de militares se revoltou contra 23 anos de ditadura e ocupou vários quartéis, o palácio presidencial e a televisão pública, formando um Comité para a Restauração da Democracia e do Estado.

O então presidente, Amadou Toumani Touré, renunciou ao cargo, mas a revolta manteve-se, alastrando aos oficiais de baixa patente e à etnia tuaregue do Norte do país.

O golpe foi condenado internacionalmente e o Comité Nacional para Restauração da Democracia e do Estado anunciou que iria marcar eleições, mas não iria concorrer.

Apesar de os direitos civis terem sido restabelecidos no verão de 2013, a situação do país é muito frágil e tem havido vários conflitos entre separatistas tuaregues.