O Conselho Norueguês da Pesca (Norge) assegurou esta sexta-feira que o bacalhau consumido em Portugal, com origem na Noruega, está isento de aditivos, mantendo as normas de produção tradicional.

Em comunicado, o Norge veio assegurar que o bacalhau com origem na Noruega, que representa 60 por cento do consumo nacional, está isento de aditivos e, mesmo com a nova permissão da União Europeia, «não tem nem terá fosfatos, mantendo as normas de produção tradicional por que sempre se pautou».

«As novas normas não irão afetar a produção tradicional de bacalhau e que irá continuar a ser feita como até aqui, apenas com cura de sal. Logo não haverá riscos de polifosfatos. Pela parte Islandesa não podemos falar», esclareceu hoje o Norge.

O Conselho Norueguês de Pesca realça que nenhuma outra nação ligada à indústria do bacalhau é tão dependente dos consumidores portugueses como a Noruega.

Na semana passada, o Governo disse que a proposta aprovada a nível europeu sobre a introdução de polifosfatos no bacalhau prevê exceções para Portugal e contempla o fornecimento de peixe sem aqueles químicos.

Em comunicado, o secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar, Nuno Vieira e Brito, explicou que o documento votado esta semana pelo Comité Permanente para a Cadeia Alimentar e de Saúde Animal da União Europeia, que contou com o voto favorável de Portugal, «inclui medidas específicas para Portugal».

«Nessas medidas está contemplado o fornecimento à indústria portuguesa de bacalhau sem polifosfatos, a possibilidade de confirmação da presença da mesma, o compromisso da Comissão [Europeia] de durante três anos acompanhar esta questão e, por último, a informação ao consumidor através da rotulagem», referiu o secretário de Estado.

De acordo com o Governo, a proposta da Comissão Europeia, apresentada em 2011, contou com a «firme oposição de Portugal», tendo sido «reestruturada de modo a contemplar com medidas protetoras específicas para Portugal».