O Sindicato da Construção de Portugal vai pedir uma audiência «com caráter urgente» ao secretário de Estado das Comunidades para denunciar as condições precárias de alguns trabalhadores no estrangeiro.

«A situação é mesmo preocupante para nós», disse à Lusa o presidente da direção o Sindicato da Construção de Portugal, Albano Ribeiro, que destaca como há «trabalhadores sem contrato» que «são presas fáceis».

Segundo o responsável, há trabalhadores do setor que «foram levados por angariadores de mão-de-obra» para países como o Canadá, Bélgica, França e Inglaterra com a promessa de elevados salários (entre 2.000 e 5.000 euros) e alimentação mas que neste momento estão «abandonados e a passar fome».

Chegados ao país, os trabalhadores «ganham três vezes menos do que os trabalhadores desses países», acrescentou.

«Existem trabalhadores estão a ser ameaçados caso denunciem publicamente estas situações. Por isso é necessário uma intervenção deste sindicato junto das autoridades, quer nacionais quer estrangeiras, a fim de por termo a este tipo de situações de escravatura contemporânea», refere comunicado do sindicato divulgado esta terça-feira.