No primeiro semestre deste ano morreram 16 trabalhadores em acidentes de trabalho na construção civil, mais três pessoas do que em igual período de 2014, anunciou hoje o Sindicato da Construção Civil, criticando o Governo pela falta de apoios.
 

“Já estamos com mais mortes neste momento, comparativamente ao período homólogo do ano anterior. Se não forem tomadas medidas rapidamente, vamos ter muito mais mortes no final do ano”, alertou hoje, em conferência de imprensa, Albano Ribeiro, presidente do Sindicato da Construção de Portugal.


O sindicalista acusa o Governo, o ministro da Segurança Social, Mota Soares, e a Autoridade para as Condições do Trabalho, de falta de apoio na promoção de segurança e saúde nos locais de trabalho.
 

“Este Governo, e concretamente o doutor Mota Soares é responsável. Por exemplo em 2013 tivemos 33 acidentes de trabalho, em 2014, 41, este não, se calhar, se não forem tomadas medidas, podemos chegar aos 50 trabalhadores”, alertou Albano Ribeiro, referindo, todavia, que o Sindicato “tudo fará para que não morram mais trabalhadores”.


Albano Pereira considera que se não fosse a intervenção daquele sindicato, “morreriam mais trabalhadores”, mas assume que não têm os meios necessários e reitera a necessidade do Estado apoiar mais na nobre questão de que “primeiro está a vida humana e depois estão as outras coisas todas”.

Em 1997 morreram 196 trabalhadores com 900 mil trabalhadores na fileira da construção civil.

Hoje com a redução “muito acentuada” do setor, que diminuiu para 600 mil trabalhadores, e que vive a “maior crise de sempre”, estão a morrer trabalhadores a mais, tendo em conta esta triste realidade”, concluiu o sindicalista.