O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) declarou esta terça-feira o “mais expressivo repúdio” pelos exercícios militares que a NATO vai realizar em outubro e novembro em Portugal, em conjunto com Espanha e Itália.

“Considerando que, num momento em que se multiplicam situações de tensão, de conflito e de guerra - inclusive na Europa - e aumentam a insegurança e a instabilidade internacionais, os exercícios militares desta organização belicista, envolvendo forças militares e território portugueses, não podem deixar de merecer o mais expressivo repúdio”, pode ler-se num documento da autoria da CPPC, subscrito por 15 entidades.


Entre as associações que apoiam esta posição encontram-se, entre outras, a CGTP e a Juventude Comunista Portuguesa.

Em dezembro, o ministro da Defesa Aguiar-Branco anunciou que Portugal irá receber em outubro e novembro um “exercício militar de grande visibilidade" da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte, OTAN na sigla em inglês), o "Trident Juncture", organizado em conjunto com Espanha e Itália, como recorda a Lusa. 

O texto da CPPC informa também que os subscritores “rejeitam a participação das forças portuguesas em agressões militares da NATO a outros povos”.

O documento pede também a “urgente dissolução da NATO, o fim das armas nucleares e de extermínio em massa, o fim das bases militares estrangeiras e o desarmamento geral e controlado”, assim como o “cumprimento das determinações da Constituição da República Portuguesa e da Carta das Nações Unidas”, pedindo o respeito pelo direito internacional, pela soberania dos Estados e pela igualdade de direitos dos povos.


Na sua página na internet, o Conselho Português para a Paz e Cooperação apresenta-se como um movimento de opinião pública nacional cuja finalidade é contribuir para a “defesa da paz, da segurança e da cooperação internacionais, e para a amizade e solidariedade entre os povos, de harmonia com o espírito da Carta das Nações Unidas, suas finalidades e objetivos”.