Os trabalhadores não docentes das escolas abandonaram cerca das 20:00 as instalações do Ministério da Educação e Ciência (MEC) em Lisboa, onde se tinham juntado a partir de cerca das 14:30 exigindo ser recebidos pela tutela.

Apesar da exigência de ou serem recebidos pelo Governo ou então se marcar uma data para uma reunião, os trabalhadores acabaram por abandonar o MEC sem qualquer garantia de reunião.

Uns dentro e outros à porta do MEC, os trabalhadores queriam discutir com o Governo questões como carreiras e condições laborais.

Ao som de frases como «voltaremos» ou «a luta continua» os trabalhadores foram abandonando o Ministério, depois de alguns já terem antes também abandonado o protesto.

O coordenador para a Educação da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, Artur Sequeira, explicou aos jornalistas que a desmobilização aconteceu por haver pessoas de vários locais do país (longe do Lisboa) mas também porque «existem níveis de resistência».

De acordo com o sindicalista os trabalhadores vão agora decidir novas formas de luta e garantem que vão regressar ao MEC para aí entregarem uma resolução.

Artur Sequeira considerou ainda que o MEC não tem «respeito pelos trabalhadores não docentes», que estão a ser «maltratados».

Quanto aos momentos de tensão vividos com a polícia explicou que estes aconteceram quando os agentes, com «um comportamento inesperado», tentaram fechar as portas do Ministério, «quando lá dentro (o ar) já estava irrespirável».

«Tentaram fazer pressão para puxar pela resistência dos manifestantes», disse.

Em comunicado, o MEC sublinhou a sua abertura ao diálogo, e disponibilidade para reunir com movimentos da sociedade civil, recordando que «representantes dos vários sindicatos de professores e outros trabalhadores das escolas e do Ministério têm sido recebidos frequentemente».

No documento frisa-se, no entanto, que «os pedidos de audiência devem ser feitos através dos canais apropriados».

«[O ministério] não pode, contudo, ceder a pressões ilegítimas para realização imediata de reuniões», defende o MEC no comunicado.

De acordo com o documento da tutela «por questões de segurança, não foi permitida a circulação no edifício do ministério, permanecendo aberta apenas a receção».

Os manifestantes chegaram cerca das 14:30 ao MEC e, uns dentro e outros à porta, ficaram durante horas exigindo ser recebidos pela tutela com quem queriam debater carreiras e condições laborais dos trabalhadores não docentes das escolas.