A conferência Climate Change Leadership Porto Summit 2018, que se realiza no Coliseu do Porto e na qual participa o antigo presidente dos EUA, Barack Obama, gerou uma fila de quase duas horas para entrada dos convidados.

Na Rua Passos Manuel está montado, desde madrugada, um forte dispositivo de segurança e corte de trânsito, o que obrigou os convidados para a conferência sobre alterações climáticas a fazerem fila, ao longo da manhã, para recolher o convite e entrar no Coliseu onde se realiza o evento.

Cerca de 2.000 pessoas foram passando, entre as 09:30 e as 11:15 horas, pelas baias de segurança colocadas em frente ao equipamento cultural que acolhe a Climate Change Leadership Porto Summit 2018, sendo depois submetidas a um controlo de segurança semelhante ao utilizado nos aeroportos.

No evento participa o ex-presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, cuja chegada está prevista para as 13:00 horas, mas a entrada deverá realizar-se pela garagem do Coliseu, não estando previsto que o antigo governante americano seja visto no exterior.

A organização estima que Barack Obama, que vai falar sobre o impacto das alterações climáticas, esteja em Portugal cerca de duas horas.

Também está prevista a presença do premiado com o Nobel da Paz Mohan Munasinghe, bem como a ex-diretora geral da UNESCO Irina Bokova e o conselheiro económico político Juan Verde.

Ao longo da manhã foram entrando no Coliseu do Porto vários autarcas, empresários e responsáveis por organizações ambientalistas.

Numa breve declaração aos jornalistas, Francisco Ferreira da Associação Zero valorizou a presença de Obama nesta conferência e disse desejar que deste evento "saiam conclusões importantes para o futuro".

Também Paulo de Azevedo, responsável máximo da Sonae, mostrou expectativa quanto aos trabalhos desta conferência e lembrou que o pai, Belmiro de Azevedo, foi "pioneiro" em Portugal na preocupação com as alterações climáticas.

Esta conferência serve também para o lançamento do Protocolo do Porto, que pede aos seus subscritores que "façam mais do que estão a fazer para ajudar a mitigar e solucionar as alterações climáticas - um problema de toda a humanidade, mas com um impacto direto no setor agrícola", lê-se num documento ao qual a Lusa teve acesso.

O evento visa ainda a criação de uma base de dados com casos de estudo do que pode ser feito e quem pode ajudar, assumindo que as empresas signatárias poderão partilhar as suas histórias de sucesso para que outros possam ter fácil acesso a tais dados.