As associações de pais defendem que as escolas deveriam estar abertas 12 horas por dia, com ofertas lúdicas além das aulas, para serem compatíveis com os horários de trabalho dos encarregados de educação.

A Confederação Nacional das Associações de Pais realiza hoje, em Mira, o seu Encontro Nacional anual, sob o tema «Confiança nos Pais, na Escola e nos Parceiros», um dia antes de realizar a Assembleia-Geral que deverá reeleger como presidente Albino Almeida.

Em declarações à Agência Lusa, Albino Almeida salientou que muitas das medidas que os pais exigiram aos partidos políticos num manifesto de 2005 foram alcançadas, entre as quais destaca o «alargamento do funcionamento das escolas do 1º ciclo, a generalização das refeições nas escolas, da Acção Social Escolar e a melhoria do parque escolar».

No entanto, ainda faltam concretizar outras formas de auxílio à família, como «a possibilidade de as escolas estarem abertas 12 horas por dia, sem que isso signifique, obviamente, componente lectiva de 12 horas por dia».

«Simplesmente, as escolas terão de organizar uma oferta com actividades lúdicas, recreativas e outras para os meninos que precisam de entrar mais cedo do que os outros e para os meninos que precisam de permanecer para além do horário das aulas», disse, realçando que isto já se faz em muitas escolas do país.

Albino Almeida sublinhou que «é completamente falso quando dizem que os pais defendem o alargamento dos horários escolares». «Defendemos sim o alargamento dos horários das escolas com uma componente lúdica, de forma a que os pais possam deixar as crianças nas escolas antes das aulas e ir buscá-las depois das aulas terminarem», acentuou, acrescentando que «os horários das escolas têm de ser compatíveis com os horários do trabalho».

Neste sentido, os pais pensam ainda apresentar propostas «para trabalhar alguns aspectos do Código do Trabalho».

«É absolutamente necessário que a lei do trabalho preveja a articulação da vida familiar, da vida profissional e daquilo que é o direito dos pais à participação nas escolas», disse, realçando que, «para exercerem este direito, os pais não podem ser prejudicados nos seus trabalhos, nem na sua remuneração».

Assim, em ano de eleições, a Confap vai elaborar uma agenda «com as prioridades que as associações de pais entendem colocar a todos os partidos políticos que vão candidatar-se às eleições».