O condutor e o dono da carrinha que transportava os 12 emigrantes portugueses que morreram em França vão ficar em prisão preventiva. O juiz do tribunal de primeira instância de Moulins mostrou-se inflexível e não permitiu que os dois homens, tio e sobrinho, aguardassem julgamento em liberdade. 

De acordo com informações fornecidas por jornalistas do jornal La Montagne à TVI, o jovem condutor de 19 anos vai ficar em prisão preventiva durante os próximos quatro meses. A defesa do condutor e do proprietário da carrinha envolvida no acidente onde morreram doze portugueses, em França, apresentou ao juiz de Instrução a garantia de que os dois homens iriam ter um contrato de trabalho naquele país e, desta forma, uma morada oficial. Mas o magistrado não aceitou esta promessa, decretando assim a prisão preventiva dos dois arguidos.

O prazo de revisão da medida de coação, em França, é de quatro meses, mas, contatada, pela TVI, fonte ligada à defesa esclareceu que esse contrato de trabalho irá existir, ficando assim criados os laços com a comunidade, como pretende o juiz de instrução do tribunal de Moulins, que, mediante a apresentação da referida documentação, pode reavaliar a medida de coação a qualquer momento.

O acidente, que aconteceu na noite de quinta para sexta-feira santa, provocou a morte de 12 portugueses emigrantes na Suiça, que viajavam para Portugal para passar o período da Páscoa. A carrinha teria capacidade para apenas seis passageiros, mas transportava 12 pessoas.