Três ex-funcionários do Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMTT), uma médica e cinco intermediários, acusados de corrupção e emissão ilegal de guias de carta de condução, foram esta quarta-feira condenados em Lisboa a penas suspensas.

O coletivo de juízes da 8.ª Vara Criminal de Lisboa condenou os nove arguidos pelos crimes de corrupção para ato ilícito, falsificação de documento, falsidade informática a atestado falso, todos na forma continuada, e absolveu os restantes 16 envolvidos - incluindo quatro funcionários do IMTT - por «falta de prova».

O tribunal aplicou à principal arguida - atualmente aposentada - cinco anos de prisão e à outra ex-funcionária três anos e meio, tendo ambas sido despedidas do IMTT no decorrer da investigação. Um outro funcionário - também já aposentado - vai pagar uma multa de 300 euros, enquanto a médica foi condenada a um ano e dois meses de prisão pelo crime de atestado falso.

Outros cinco arguidos, intermediários no alegado esquema ilícito - que funcionou entre 2009 e 2011 - foram também condenados a penas entre um ano e três meses e dois anos e meio.

Todas as penas foram suspensas na sua execução por igual período.