O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, atribuiu esta quarta-feira o título membro honorário da Ordem da Liberdade à Fundação Calouste Gulbenkian, numa cerimónia inserida nas comemorações dos 60 anos desta instituição.

Numa intervenção no anfiteatro ao ar livre da Gulbenkian, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa fez alusão às condecorações já atribuídas a esta fundação, das ordens do Mérito, de Sant'Iago da Espada e do Infante D. Henrique.

"É chegado o tempo do louvor à liberdade, traduzido na nunca tardia atribuição do título de membro honorário da Ordem da Liberdade, em nome de Portugal", defendeu, em seguida.

O chefe de Estado entregou a condecoração ao presidente do Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian, Artur Santos Silva.

A Ordem da Liberdade destina-se a "distinguir serviços relevantes prestados em defesa dos valores da civilização, em prol da dignificação da pessoa humana e à causa da liberdade".

Nesta cerimónia, Marcelo Rebelo de Sousa entregou também o Prémio Calouste Gulbenkian 2016 à Fundação Amazonas Sustentável, organização brasileira que se tem destacado na defesa da floresta amazónica e das suas comunidades, e que apontou como "o exemplo de tudo o que é futuro".

O Presidente da República considerou que "a Amazónia é um símbolo arrebatador do que vale a pena ser uma causa comunitária" e disse que a organização premiada esta quarta-feira junta "sociedade civil, ambiente, juventude, coragem cívica, visão social, dimensão universal" em defesa de objetivos como "a valorização da natureza, a luta contra a pobreza, a inclusão, a educação, o desenvolvimento humano como um todo".

Num discurso de cerca de dez minutos, o Presidente da República falou da história da Gulbenkian como "espaço de liberdade" até ao 25 de Abril e depois como "pilar da democracia", mas pediu à fundação "que não envelheça, que não se acomode, que não olhe nunca demasiado para o passado".

Nesta cerimónia, seguida de um concerto, estiveram presentes vários atuais e antigos responsáveis políticos, incluindo o antigo Presidente da República Jorge Sampaio, que preside ao júri do Prémio Fundação Calouste Gulbenkian.