A Federação Nacional da Educação (FNE) considerou esta sexta-feira que o concurso interno de colocação de 10.826 dos 13.011 professores revela que «não há professores em excesso» e que o «quadro é insuficiente».

O presidente da FNE, João Dias da Silva, referiu à agência Lusa que o concurso de professores, divulgado hoje pelo Ministério da Educação e Ciência, não preenche todo «o universo de horários que há ainda para preencher».

Por isso, o sindicalista sublinhou que «vai ter de haver professores contratados», porque, acentuou, o concurso de colocação de docentes no quadro foi «sub-dimensionado».

«O número de lugares do quadro que abriu é inferior às necessidades do sistema educativo», disse João Dias da Silva.

O Ministério da Educação anunciou hoje que cerca de 83 por cento dos professores do quadro foram colocados e que existem ainda 2.185 sem horário atribuído e mais de 6.000 horários para preencher, de acordo com as necessidades identificadas anteriormente pelas escolas.

Estes horários serão agora devolvidos às escolas para reavaliarem as necessidades.