A Associação Nacional dos Professores Contratos (ANVPC) enviou este domingo para a Comissão Europeia dados que mostram «a real dimensão da precariedade» dos professores em Portugal, que nos últimos dois anos se tem «agudizado».

Em declarações à agência Lusa, o presidente da ANVPC, César Israel Paulo, afirmou que a associação enviou os dados mais recentes relativos à precariedade docente de longa duração, números sobre as aposentações dos últimos anos e reforma curricular.

«Foram enviados todos os dados que mostram que Portugal mais do que tentar resolver o problema da precariedade docente tem realmente agudizado-o de ano para ano», sustentou.

As informações foram remetidas para o setor da Comissão Europeia (CE) que está a acompanhar as condições de trabalho dos professores que estão a contrato nas escolas públicas e que pediu ao Governo português para resolver esta questão.

Segundo a Associação Nacional dos Professores Contratados, Portugal tem até ao dia 20 de janeiro para enviar uma resposta à CE.

«Queremos que a CE tenha dados reais da dimensão do problema e possa compará-los com a resposta enviada por Portugal», disse, adiantando que a associação está em contacto permanente com a CE e costuma enviar dados com o objetivo de «mostrar a forma como são tratados os professores no país, nomeadamente os docentes contratados».

César Israel Paulo disse ainda que o problema dos professores contratados «agudizou-se nos últimos dois anos» e mais recentemente com a reforma curricular, que «veio retirar dezenas de milhares de professores das escolas».

Segundo a ANVPC, nos dois últimos anos, as escolas públicas passaram dos 30 mil para os 10 mil professores contratados.