Uma equipa do Instituto Ricardo Jorge encontra-se em São Tomé e Príncipe, no contexto da epidemia do Ébola, para avaliar as necessidades técnicas e humanas da região e preparar estratégias de prevenção e resposta em caso de necessidade.

Trata-se de uma missão «única e exclusivamente a título preventivo devido ao número de casos nos países vizinhos», disse à Lusa o presidente do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), Fernando Almeida.

A iniciativa partiu de São Tomé e Príncipe, que fez a Portugal um pedido para colaboração na área do diagnóstico laboratorial, disse, acrescentando que é uma «preparação para se for preciso».

Duas técnicas do INSA, uma delas especialista em biossegurança, vão avaliar as condições existentes, as estruturas técnicas e de recursos humanos, o tipo de equipamentos requeridos para diagnóstico e para formação de profissionais, explicou.

Primeiro será feito um levantamento das necessidades e proposto um conjunto de ações: o tipo de segurança que se deve ter, o tipo de equipamento laboratorial que deve existir.

Depois, se necessário, haverá uma mudança da estrutura laboratorial, ao nível de equipamentos que sejam necessários comprar, acrescentou o responsável.

A epidemia do vírus do Ébola apresenta um elevado risco de disseminação a países vizinhos, sendo crucial a definição de mecanismos e estratégias de prevenção e resposta a uma eventual notificação de casos naquele país, considera o INSA.

Enquanto Laboratório Nacional de Referência para o vírus Ébola, através da Unidade de Resposta a Emergências e Biopreparação, compete ao INSA o desenvolvimento de atividades com vista ao reforço da capacidade global de ação no domínio da saúde pública.

Esta missão foi definida em articulação com a Direção-Geral da Saúde e o Ministério dos Negócios Estrangeiros e está inserida nas atividades de cooperação internacional desenvolvidas pelo INSA.

A equipa partiu no sábado, dia 14, e regressa a dia 24.