O militar do curso dos Comandos que foi transferido do Barreiro para o Hospital Curry Cabral encontra-se em lista de espera para transplante hepático, informou esta quinta-feira o porta-voz do Exército.

Relativamente aos militares do 127.º curso dos Comandos que foram internados, o Exército precisa que o soldado Bylan Araújo da Silva mantém-se internado no Hospital Curry Cabral e que, apesar da "melhoria progressiva do ponto de vista global, mantém comprometimento da função hepática, sem aparente compromisso neurológico".

Encontra-se em lista de espera para eventual processo de transplante hepático", indicou o porta-voz, Vicente Pereira.

Na sequência de um treino dos Comandos, um militar morreu devido a "um golpe de calor" e diversos outros receberam assistência hospitalar, estando ainda internados cinco: um no Curry Cabral, três no Hospital das Forças Armadas e outro no Hospital da Cruz Vermelha.

Depois destes incidentes, o ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, veio hoje anunciar a suspensão dos cursos de Comandos do Exército até ao final do inquérito à morte do militar Hugo Abreu

Azeredo Lopes tinha já tinha admitido à Lusa a possibilidade de intervir após a conclusão das duas investigações em curso.

O Exército explica na nota enviada hoje que três militares se mantêm internados no Hospital das Forças Armadas, dois no Serviço de Medicina - aguardando alta clínica, com indicação para convalescer na unidade - e um na Unidade de Tratamentos Intensivos, o qual se mantém "estável, sem agravamento clínico e analítico".

O militar internado Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa aguarda, por seu turno, transferência para o Hospital das Forças Armadas, mantendo-se "estável sem agravamento clínico e analítico".

Por último, o Exército informa que, nas últimas 24 horas, nenhum militar daquele curso de Comandos "recorreu ou necessitou de apoio hospitalar".

Os incidentes ocorreram ambos na região de Alcochete, no distrito de Setúbal, embora em locais diferentes.

O chefe do Estado-Maior do Exército ordenou já um inquérito para apurar as causas em que o “trágico acontecimento ocorreu”, tendo a Polícia Judiciária militar tomado conta da ocorrência.

A Procuradoria-Geral da República confirmou à Lusa a existência de um inquérito sobre a morte do militar, “o qual corre termos no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa”.