A Federação Nacional de Professores, Fenprof, integrante da CGTP; insistiu junto do Ministério da Educação para se agendar uma reunião já na quarta-feira, para “resolver ou atenuar” problemas com a colocação de professores.

A pouco mais de uma semana do início do ano letivo, a Fenprof quer discutir com o Ministério da Educação questões como a não vinculação de professores por alegada falta de vaga no Concurso de Integração Extraordinário, ou a não atribuição de horários incompletos a docentes dos quadros.

Em comunicado a estrutura sindical diz que quer ainda discutir temas como “o problema da (não) renovação dos contratos de docentes e intérpretes de Língua Gestual Portuguesa”, a ausência de resposta a docentes que regularizam processos relativos à mobilidade por doença, ou o problema de mais de 2.300 professores que se mantêm em situação de “horário zero”.

Considera a Fenprof “que esta fase que precede a apresentação dos professores nas suas escolas e agrupamentos é tempo útil para ainda resolver ou, no mínimo, atenuar alguns dos problemas que se estão a verificar, o que impõe a realização da reunião solicitada”.

"Sucessão de injustiças"

A Federação Nacional da Educação (FNE) também pediu uma reunião com o ministro da Educação para lhe levar "a insatisfação de milhares de docentes e técnicos" que consideram injusto o processo de colocação de professores.

Em comunicado, a FNE aponta uma "sucessão de injustiças" nas colocações que estão prejudicar os professores, com impacto direto nas suas vidas, como os que foram ultrapassados nas suas preferências de escola por colegas com graduação profissional mais baixa.

Esta é uma decisão de exclusiva responsabilidade do Ministério da Educação que não tem a concordância da FNE nem nunca foi tratada em qualquer reunião do processo de negociação da revisão do diploma de concursos", afirma a organização sindical, que acusa a tutela de "discriminatória injustiça".

No processo de vinculação extraordinária, os professores contestam um número de vagas inferior ao esperado e a mesma situação de professores com maior graduação profissional serem preteridos.