O Ministro da Educação, Nuno Crato, disse hoje que ainda serão colocados «alguns milhares» de docentes contratados, uma vez que o processo de colocação ainda está no início.

«O processo de contratação de professores que não são do quadro está a iniciar-se agora», disse Nuno Crato, lembrando, porém, que «ainda há docentes do quadro que não estão afetados».

Segundo dados divulgados na passada sexta-feira pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC), dos 13.011 professores dos quadros que concorreram ao concurso interno obtiveram colocação pouco mais de dez mil (83% do total).

O ministro explicou hoje que ainda irão ser reafetados docentes do quadro para as vagas existentes e, só depois, serão ocupadas as vagas sobrantes por professores contratados.

No concurso ficaram sem turma (com horário zero) 2.185 docentes do quadro e mais de seis mil horários para preencher, segundo as necessidades identificadas anteriormente pelas escolas.

«Há algumas vagas por preencher e há professores do quadro» ainda sem colocação, disse o governante em declarações aos jornalistas à entrada da sessão de abertura do XXXI Encontro Juvenil de Ciência, que está a decorrer em Lisboa.

Questionado pelos jornalistas sobre o número de professores que ainda poderão ser contratados , Nuno Crato disse que «não há essa perceção», garantindo, no entanto, que «serão alguns milhares», mas menos que no ano anterior.

«O sistema está a precisar de menos professores», o que se tem vindo a verificar ao longo dos últimos anos, e este ano «vai haver menos professores contratados do que aqueles que se candidatam a contrato, naturalmente um pouco menos que no ano passado», referiu o ministro.

Nuno Crato recordou que este ano houve uma reorganização geral do sistema, e foi feito o concurso de professores, realizado de quatro em quatro anos. No fim desta reafetação, «verifica-se que há algumas vagas por preencher e alguns dos professores do quadro que não estão ainda afetos a lugares letivos e o processo recomeça no princípio de setembro».

«Naturalmente vão ser feitas novas contratações», frisou.

Segundo o governante, «a primeira preocupação vai para os alunos das escolas e que os recursos sejam afetados da forma mais racional possível, ou seja afetados aos locais onde há necessidade de professores».

Até ao dia 16 de setembro, quando se iniciam efetivamente as aulas, decorrerão ainda procedimentos concursais para preenchimento de horários.