O bastonário da Ordem dos Engenheiros mostrou-se, esta quinta-feira, preocupado com os resultados da segunda fase do concurso de acesso ao ensino superior e vai reunir-se com responsáveis das escolas para fazer um diagnóstico.

Contactado pela agência Lusa, o bastonário Carlos Matias Ramos adiantou que a Ordem inicia hoje a primeira de várias reuniões com responsáveis de cursos de escolas públicas e privadas e politécnicos para fazer um diagnóstico da situação e encontrar propostas concretas.

«Só depois das reuniões, a Ordem pretende fornecer propostas concretas ao ministério da Educação para tentar reduzir a gravidade da situação», disse.

Já o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Politécnicos (CCISP), Joaquim Mourato, considerou que os resultados «negativos» do concurso de acesso ao ensino superior «já eram esperados» e têm a ver com o desfasamento entre oferta e procura.

De acordo com os dados divulgados pela Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), em 15 institutos politécnicos sete ficaram com menos de metade das vagas por preencher, concluída a segunda fase de colocações no ensino superior público, sendo também estas instituições que apresentam uma maior perda de alunos face a 2012.

Em declarações à agência Lusa, Joaquim Mourato disse que estes resultados «não são surpresa» dada a diferença entre a oferta e a procura.

«Ao começar um concurso nacional acima de 50 mil vagas para 40 mil candidatos à partida já sabíamos que iriamos ter 11 mil vagas por preencher. Não fazia sentido nenhum haver este desfasamento tão grande entre a oferta e a procura», sublinhou, esperando que a terceira fase confirme os maus resultados da primeira e segunda.

No entender do presidente do CCIS, há dois problemas que têm de ser combatidos: o desfasamento entre a procura e a oferta e a criação de condições no secundário para atrair alunos.