A Fenprof afirmou esta sexta-feira que os concursos de colocação de professores deste ano estão a decorrer de forma “mais célere e sem erros relevantes”, mas insiste que é necessário “uma profunda alteração” dos concursos e rejuvenescer o corpo docente.

“Para já, apesar de os números serem mais favoráveis aos de anos anteriores, tal não significa que serão colocados mais docentes, mas apenas que o processo de colocação, este ano, está a ser mais célere e sem erros relevantes”, referiu a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), em comunicado, sobre os números de professores colocados até ao momento nas escolas.

O Ministério da Educação anunciou esta sexta-feira que foram preenchidos mais 1.120 horários completos e incompletos de professores, ficando ainda 667 docentes com horário-zero.

Os resultados correspondem à primeira reserva de recrutamento, seguindo-se, nas próximas semanas, mais colocações através da reserva de recrutamento e contratação de escola.

De acordo com o ministério, foram colocados 165 docentes, através do recurso a professores de carreira que estavam sem componente letiva, os chamados horários-zero.

Os números da federação sindical são semelhantes, mas a Fenprof mostra-se preocupada com a concentração de docentes sem turma atribuída em alguns grupos de recrutamento (que correspondem às disciplinas e anos escolares em que os professores lecionam), como educação pré-escolar ou educação tecnológica.

Reconhecendo que o processo está a correr melhor do que em anos anteriores, a Fenprof não deixa, no entanto, de exigir mudanças.

“Tal, contudo, não dispensa uma profunda alteração do regime de concursos em vigor, bem como a tomada de medidas concretas que, indo ao encontro das necessidades reais das escolas, onde se inclui o indispensável rejuvenescimento do seu corpo docente, permita acabar com os elevados níveis de desemprego e precariedade que continuam a atingir os professores”, lê-se no comunicado.