O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, disse que não está preocupado com as providências cautelares interpostas pelos colégios particulares e adianta que estas são da incumbência de quem as faz.

"Não me preocupa. As providências cautelares são da incumbência de quem as faz e depois é trabalho dos tribunais que aceitam as providencias cautelares, como é normal, e depois seguirão também o seu trabalho, que é um trabalho exclusivamente dos tribunais", afirmou.

Tiago Brandão Rodrigues, que falava aos jornalistas à margem da inauguração da biblioteca da Escola José Silvestre Ribeiro, em Idanha-a-Nova, distrito de Castelo Branco, não quis comentar toda a polémica em torno dos contratos de associação com os colégios privados, para o próximo ano letivo.

"Relativamente à polémica, eu não queria propriamente fazer um comentário. Queria dizer que, nestes últimos dias, como sabem, foi anunciada a rede em que serão abertos novos ciclos no próximo ano e agora todo o processo está a acontecer de forma normal, com toda a tranquilidade e serenidade que acontece todos os anos", disse.

O responsável ministerial explicou ainda que, basicamente, é aberta a oferta para evitar redundâncias entre a oferta pública e toda a necessidade que existe de complementar toda a rede pública, através de contratos de associação com a rede particular e cooperativa.

Questionado sobre a preparação do próximo ano letivo, Tiago Brandão Rodrigues disse que o trabalho de rede está a ser feito neste momento e que, em breve, se saberá exatamente qual vai ser o perfil da rede no próximo ano letivo.

"Aí teremos todo o conhecimento da rede global do território continental. Está neste momento a ser feito todo esse trabalho, não só da rede, que é complementada pelos contratos de associação, mas também de todas as ofertas que fazem parte do serviço nacional de educação", concluiu.