O ministro da Defesa, Aguiar-Branco, enalteceu, esta sexta-feira, a «confiança» dos encarregados de educação dos alunos dos estabelecimentos militares de ensino, que classificou como «algumas das melhores escolas do país».

«A reforma que estamos a concretizar não é só o garante da viabilidade desta oferta de ensino como vai permitir, ainda, que muitos mais jovens - rapazes e raparigas - possam dela beneficiar. É para isso que o ministério da Defesa nacional vai continuar a investir milhões de euros nos estabelecimentos militares de ensino, rentabilizando todos os recursos disponíveis», escreve José Pedro Aguiar-Branco, em carta enviada esta sexta-feira aos encarregados de educação das referidas escolas e à qual a agência Lusa teve acesso.

Os estabelecimentos militares de ensino, sublinha o governante, «prosseguirão na formação de excelência» dos jovens de Portugal, «o mais rico do que dispomos para assegurar um futuro de que o país se possa orgulhar». Aguiar-Branco reconhece que este será um ano letivo «de transição e, por isso, histórico».

Será um ano, assinala ainda, «que ninguém - pais, professores, auxiliares ou alunos - vai esquecer». «Temos um modelo de ensino de excelência. Um modelo que não se esgota nas salas de aula. Valores como o do trabalho, da responsabilidade e da solidariedade são determinantes para a formação integral dos nossos alunos», escreve também Aguiar-Branco aos encarregados de educação.

Num despacho de abril, o ministro da Defesa determinou a transformação do Colégio Militar num internato/externato com rapazes e raparigas e a consequente construção de infraestruturas de internato feminino, absorvendo as alunas do Instituto de Odivelas.

Candidataram-se ao Colégio Militar, para o próximo ano letivo, 353 alunos e, destes, 84 são raparigas em regime externo, em consequência da integração com o Instituto de Odivelas, outro dos estabelecimentos militares de ensino não superior.