O Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Coimbra aplicou a medida de prisão preventiva a um homem que «insistia em coabitar» com uma mulher apesar de esta recusar manter a relação, anunciou esta terça-feira a PSP.

«Perante a continuidade das perseguições, foi necessário acionar a medida de proteção policial à vítima», adianta, em comunicado, o Comando Distrital de Coimbra da PSP.

Uma fonte policial disse à agência Lusa que o agressor, de 38 anos, residente na cidade, foi detido e apresentado na segunda-feira ao TIC, que lhe aplicou a medida de coação mais gravosa.

A mulher apresentou denúncia por violência doméstica, alegando que «era constantemente perseguida» e que o agressor insistia em partilhar a habitação, sendo a vítima «obrigada a abandonar a casa da qual é proprietária», segundo a nota.

O suspeito «já tinha antecedentes criminais pela prática do mesmo tipo de crime» e estava sujeito a vigilância eletrónica, «decretada no contexto de um processo» em que é acusado de agredir outra vítima.

No âmbito de um outro caso de violência doméstica que a PSP de Coimbra está a investigar foram apreendidas a um homem do concelho várias armas e munições, como medida cautelar, também na segunda-feira.

A PSP efetuou a apreensão das armas «com a colaboração da vítima, que temia que as mesmas fossem usadas contra si».

O material inclui três punhais de ornamentação, uma faca de mato, uma faca do tipo «borboleta», uma navalha em forma de cartucho, 56 munições de diversos calibres, um cartucho carregado com um zagalote, duas botijas de dióxido de carbono (CO2) para armas de ar comprimido e uma arma elétrica.