O comandante territorial da GNR em Coimbra, João Paulo Seguro, fez saber que há problemas nas instalações do comando naquela cidade que “colocam em risco a segurança das pessoas”.

A “provecta idade” e “ocupação intensiva” dos edifícios em que está instalado o Comando Territorial da GNR em Coimbra, na Alta da cidade, “em alguns casos, colocam em risco a segurança das pessoas”, afirmou o responsável, que falava na tarde desta quarta-feira, durante a cerimónia comemorativa dos 100 anos desta unidade.

Recordando que “a presença da GNR tem um século de existência em Coimbra” e 95 anos de ocupação das atuais instalações – quartel da Cumeada, na Avenida Dias da Silva –, João Paulo Seguro referiu que também faltam “condições de higiene e salubridade de algumas áreas críticas, como as afetas à confeção da alimentação”, reporta a Lusa. 

Antigo colégio, adaptado a quartel, este espaço “tem servido a Guarda de forma digna e com razoáveis condições de operacionalidade”, mas, “há alguns anos, foi alienado a uma entidade pública que supostamente lhe daria outro destino, em condições que acautelariam os meios necessários a uma boa solução para a instalação do comando noutro local”, explicou, sem especificar a entidade em causa.

No entanto, a solução tarda e o impasse e a incerteza bloqueiam qualquer esforço de manutenção estrutural dos edifícios, acrescentou.

João Paulo Seguro, que falava perante o comandante operacional da GNR, Luís Botelho Miguel (que presidiu à cerimónia), disse saber que a situação também preocupa o Comando Geral desta força de segurança, mas considerou que “a gravidade da situação” o obriga a “insistir na necessidade urgente de uma decisão definitiva”, sob pena de as atuais instalações se continuarem a degradar.

Sem se referir à situação do quartel da Cumeada (no qual, além do Comando, também estão instalados os destacamentos Territorial, de Trânsito e de Intervenção), o comandante operacional da GNR enalteceu o papel da Guarda em Coimbra, onde tem contribuído para que esta zona seja uma “região tranquila e segura”, apesar do “atual contexto socioeconómico” e da “conjuntura de contenção orçamental”.

Apesar das “vicissitudes”, referiu, “todos devem orgulhar-se do trabalho, que tem feito com que esta força seja reconhecida também “a nível internacional, na área da segurança”, sustentou Luís Botelho Miguel.

Na sessão evocativa dos 100 anos da GNR em Coimbra, além das intervenções dos responsáveis e do desfile de forças, foram impostas condecorações e homenageados os elementos já falecidos.

O dia 3 de junho foi definido como a data da instalação efetiva da GNR em Coimbra, no Pátio da Inquisição, na Baixa da cidade, mas, para além das festividades realizadas esta quarta-feira no Comando da Unidade, outras decorrerão cerimónias nos restantes quartéis do dispositivo.