Os alunos de uma das turmas da escola básica da Quinta das Flores, em Coimbra, estavam sem notas do 3.º período e ficaram com as notas do 2.º período como notas finais.

Em causa estava a não entrega da classificação dos alunos no 3.º período, tendo sido «aplicada a legislação», informou Margarida Girão, diretora do Agrupamento de Escolas de Coimbra Sul.

No caso concreto, foi aplicado o despacho 24-A de 6 de dezembro de 2012, do Ministério da Educação e Ciência, que prevê que, caso não exista «em qualquer disciplina ou áreas disciplinares avaliação sumativa interna respeitante ao 3.º período letivo, a classificação dessas áreas disciplinares ou disciplinas é a que o aluno obteve no 2.º período letivo».

No final de junho, estava afixado um aviso na escola, referindo que, «por impedimento devidamente comprovado, não foi possível proceder à afixação da pauta de avaliação do 3.º período» da turma.

Seixas Peixoto, o pai de uma das alunas, disse à agência Lusa que pediu um «requerimento para a diretora da escola para a revisão da avaliação», exigindo «um esclarecimento da situação».

Na altura em que as notas não tinham sido atribuídas, Seixas Peixoto afirmou que «as notas tinham de ser introduzidas numa plataforma e o professor não o fez», sendo que a atribuição da classificação não se verificou nas duas datas marcadas - 18 e 22 de junho.

Além da falha na entrega das notas, segundo o encarregado de educação, o docente apresentava «várias falhas diárias gravíssimas de pedagogia».

Nos livros escolares, «coisas que estavam erradas, os alunos tinham certo», «havia falhas de método de trabalho» e alguns testes foram adiados no 3.º período, contou.

Outro encarregado de educação, Paulo Carreiró, afirmou que «o desenvolvimento dos alunos foi afetado», recordando que «os trabalhos de casa passaram a ser de quando em quando e que por vezes nem sequer os corrigia».

Além «dos elementos de avaliação», também «os documentos para a renovação da matrícula não foram entregues» pelo professor, disse.

O docente, que entrou de baixa médica a 20 de junho, recusou prestar qualquer declaração à agência Lusa.