Uma cozinheira do Estabelecimento Prisional de Coimbra (EPC) foi proibida de exercer as suas funções devido a «fortes suspeitas» de introduzir substâncias ilícitas na instituição, disse esta segunda-feira uma fonte policial.

A mulher, de 30 anos, a residir em Condeixa-a-Nova, foi detida pela Polícia Judiciária (PJ) de Coimbra, na manhã de quinta-feira, antes de iniciar o trabalho na cozinha do EPC.

Acusada de corrupção passiva, a arguida foi ouvida no dia seguinte, no Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Coimbra, na sequência de «fortes suspeitas» de introduzir no EPC «substâncias ilícitas, como comprimidos e injetáveis destinadas ao aumento da massa muscular», além de telemóveis, disse a fonte da PJ à agência Lusa.

Os elementos da Diretoria de Coimbra da PJ apreenderam 1.800 euros em dinheiro, telemóveis, «quantidade significativa» de seringas e «produtos farmacêuticos de origem variada».

Alguns destes produtos, segundo a mesma fonte, atingem «preços muito altos no mercado paralelo» e ainda mais elevados nos meios prisionais.

Como medidas de coação, o TIC de Coimbra proibiu a cozinheira de exercer as funções que tinha no EPC (trabalhando para a empresa privada que fornece as refeições à instituição) e de contactar com os reclusos.

A arguida fica ainda obrigada a duas apresentações semanais às autoridades policiais da área da sua residência.

A mulher manteria «um envolvimento efetivo» com um recluso do EPC, que cumpre uma pena de prisão 21 anos e meio por um crime de homicídio, ao qual entregava os produtos ilícitos.

A fonte da PJ admitiu à Lusa que a mulher venha a ser despedida por justa causa, «por quebra de confiança» e prejuízos à imagem da empresa para a qual trabalhava.