O casal que tinha sido detido na semana passada por suspeitas de burla informática e contrafação de cartões de crédito ficou em prisão preventiva, de acordo com a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL).

Segundo informação disponível esta quarta-feira na página da Internet da PGDL, ficaram em prisão preventiva no dia 7 de abril, os dois arguidos que estavam “fortemente indiciados pela prática dos crimes de contrafação e passagem de título equiparado a moeda, falsidade informática e burla informática”.

A PGDL indica que “no essencial ficou indiciado que estes arguidos, através de meios não concretamente apurados, obtiveram através da Internet os dados informáticos associados a bandas magnéticas de inúmeros cartões de crédito e débito emitidos pelas respetivas instituições bancárias, com os respetivos pin”.

Uma vez na posse ilegal de tais dados, os arguidos fizeram a cópia para outros cartões, obtendo a duplicação dos dados da identificação eletrónica codificados nas bandas magnéticas”, é referido.

A PGDL explica que os arguidos utilizavam depois os cartões contrafeitos indevidamente em inúmeras transações eletrónicas ou levantamentos de quantias em dinheiro.

Além da clonagem de cartões, os arguidos conseguiram copiar os dados bancários das respetivas bandas eletrónicas de cartões utilizados em vários multibancos, utilizando para o efeito um dispositivo eletrónico associado a uma câmara de gravação de imagens e um cartão régua”, é indicado.

Segundo a PGDL, os "arguidos conseguiriam com este modus operandi efetuar transações num valor global de 245.913,16 euros, dos quais apenas foram concretizadas as de valor total de 77.151,20 euros, em virtude de terem sido impedidas pelos sistemas de pagamento existentes".

Os arguidos terão “fabricado os cartões com a utilização de dados verdadeiros sem o conhecimento ou a autorização dos verdadeiros titulares”.

A PGDL informa também que os arguidos procediam ainda à venda na Internet de telemóveis, smartphones topo de gama, consolas de jogos, entre outros.

Os crimes ocorreram no período compreendido entre março de 2016 e abril deste ano.

A investigação a decorrer está a cargo da direção da 3.ª secção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa e Polícia Judiciária.