Os médicos que decidam ir trabalhar para o interior vão ganhar mais 1.000 euros por mês. A medida consta no Programa Nacional para a Coesão Territorial e, segundo o Jornal de Notícias, é um dos incentivos do Governo para atrair profissionais para as regiões onde há falta de clínicos.

A proposta prevê que o Ministério da Saúde pague um acréscimo de 40% no salário, tendo por referência a remuneração base de quem inicia a carreira. Ora, tendo em conta a tabela salarial em vigor, isto corresponde a um aumento de cerca de 1098.50 euros mensais brutos.

Trata-se de um incentivo três vezes superior ao que foi desenhado no anterior Governo PSD/CDS-PP. Com Paulo Macedo, os médicos que se fixassem no interior tinham uma compensação remuneratória decrescente ao longo de cinco anos, o que representava 21.000 euros adicionais. Um plano que convenceu apenas 20 médicos.

Mas, de acordo com o documento a que o Jornal de Notícias teve acesso, os incentivos criados pelo Ministério de Adalberto Campos Fernandes não ficam por aqui.

Estes médicos terão mais dois dias de férias, no imediato, e irão ganhar mais um dia de férias por cada período de cinco anos de serviço.

Mais, o conjugue ou pessoa com quem viva em união de facto terá “preferência no preenchimento do primeiro posto de trabalho para o estabelecimento de saúde”, desde que possua qualificações para o cargo.

O Plano Nacional para a Coesão Territorial foi desenvolvido pela Unidade de Missão para a Valorização do Interior e foi apresentado no Conselho de Concertação Territorial na semana passada.

O documento prevê 155 medidas para reabilitar o interior, em vários setores.