A diretora do agrupamento de escolas Clara de Resende, no Porto, afirmou esta quinta-feira que a falta de funcionários vai continuar a afetar o normal funcionamento das aulas durante a próxima semana.

Em declarações à Lusa, Rosário Queirós disse que terá que suspender as atividades na escola sede do agrupamento e que a situação deverá ficar «normalizada» a partir do dia 14, depois de contratação de novos funcionários.

A diretora viu-se obrigada a suspender as aulas na escola de 2.º, 3.º ciclos e secundário Clara de Resende no período da tarde de quinta-feira e sexta-feira devido à falta de funcionários, por «não conseguir assegurar a segurança dos seus alunos».

Rosário Queirós referiu, no entanto, que tudo fará para que não sejam sempre os mesmos alunos a ficar sem aulas, tendo já programado que os alunos dos 5.º, 6.º e 9.º anos não terão aulas nas manhãs de segunda e terça-feira, enquanto que na quarta e na quinta-feira serão os alunos dos 2.º e 3.º anos da EB1 João de Deus, que pertence ao agrupamento, que não terão aulas à tarde.

Contactada pela Lusa, fonte da associação de pais da escola EB1 João de Deus afirmou concordar com esta opção da direção do agrupamento, que assim tenta não prejudicar sempre os mesmos alunos.

«A direção da escola contactou-me hoje para saber a minha opinião sobre o assunto», disse, acrescentando ter já conhecimento da autorização dada na quinta-feira para a contratação de mais funcionários.

O Ministério da Educação e da Ciência (MEC) afirmou à Lusa que o agrupamento «estava dotado de 28 assistentes operacionais» até quinta-feira, dia em que a direção da escola informou a Direção de Serviços da Região Norte (DSRN) «sobre o horário de funcionamento das turmas num dos estabelecimentos de ensino do agrupamento e o número atualizado de alunos numa das escolas».

Na sequência desta informação dada pela direção do agrupamento, a DSRN atribuiu na quinta-feira «44 horas diárias (contrato a tempo parcial)», ou seja, autorizou já a contratação a tempo parcial de mais funcionários.