Dois dos três portugueses feridos por um ex-empregado de um circo em Marrocos já tiveram alta e o terceiro está ainda hospitalizado em Rabat, mas fora de perigo, disse hoje à Lusa o secretário de Estado das Comunidades.

O consulado de Rabat entrou em contacto com as famílias dos três feridos portugueses na quarta-feira à tarde e inteirou-as de que dois deles tiveram alta e só um continua hospitalizado, uma mulher, cuja filha disse que ela se encontra no hospital militar Mohamed V, em Rabat, mas está fora de perigo, precisou o secretário de Estado, José Luís Carneiro.

Os três cidadãos portugueses estavam a trabalhar num circo durante uma digressão por Marrocos quando foram feridos com uma arma branca por um ex-empregado que também agrediu e matou o filho do proprietário, noticiou hoje de manhã a agência oficial marroquina MAP.

Segundo a mesma fonte, o proprietário do circo, um cidadão italiano, ficou gravemente ferido.

A Direção-Geral da Segurança Nacional (DGSN) de Marrocos disse inicialmente que os ferimentos dos cidadãos portugueses eram “mais ou menos graves”.

O ex-empregado de 28 anos, de nacionalidade marroquina, agrediu com uma arma branca “o proprietário do circo, o seu filho de 18 anos e três outros empregados de nacionalidade portuguesa”, indicou a polícia de Kénitra, cidade situada a 40 quilómetros a norte de Rabat, citada pela MAP.

“A agressão causou graves ferimentos no proprietário do circo e o seu filho de 18 anos acabou por morrer devido aos ferimentos”, referiu a agência de notícias.

O agressor, que foi segurança no circo, fugiu antes de ser capturado na madrugada de hoje pela polícia de Casablanca nas proximidades da casa de um familiar.

A agressão terá sido motivada por uma disputa pessoal com o proprietário do circo, que o havia despedido.

Um “caso de dinheiro” está na origem da agressão, confirmou à agência noticiosa francesa AFP uma fonte italiana, precisando que este circo da comunidade cigana há vários anos faz digressões no verão em Marrocos.