O Tribunal de Vara Mista do Funchal condenou, esta quarta-feira, a cinco anos de prisão efetiva uma mulher que se fez passar por funcionária de instituições sociais na Madeira e que estava acusada de 17 crimes de furto.

O presidente do coletivo de juízes, Filipe Câmara, afirmou que o tribunal decidiu condenar a arguida por «14 dos 17 crimes de que vinha acusada», sendo que a soma das penas, variáveis entre os dez e os 18 meses, corresponderia em cúmulo jurídico a mais de 15 anos, mas que o seu enquadramento legal permitiria a sua substituição por multas.

A mulher, de 38 anos, estava acusada de 17 crimes de furto nas formas qualificada e simples, consumada e tentada, que tiveram como alvo pessoas idosas a quem, «depois de ganhar confiança», fazendo-se passar por funcionária da Segurança Social, Investimentos Habitacionais da Madeira e Cáritas, conseguia enganar para «retirar» objetos em ouro e dinheiro que «integrava no seu património, passando a considerá-los coisas suas», que posteriormente vendia nas casas de especialidade.

Filipe Câmara considerou que a arguida agiu «de forma voluntária e consciente», aproveitando-se da vulnerabilidade dos ofendidos, em alguns casos, e que os furtos deixaram as pessoas afetadas em situação financeira delicada, uma conduta considerada antissocial.

O presidente do coletivo apontou, ainda, o elevado número de crimes cometidos no período de um ano, que fez com que a pena de prisão não possa ser suspensa, defendendo que a arguida tem «necessidade de consciencializar-se de que a sua conduta é antissocial».