
No próximo ano, serão abertas 200 a 300 vagas para investigadores FCT (Fundação para a Ciência e para a Tecnologia), afirmou, este sábado à noite, na Figueira da Foz, a secretária de Estado da Ciência, Leonor Parreira.
O concurso deste ano (que já encerrou) disponibilizou 80 vagas às quais se candidataram cerca de 1.200 investigadores, adiantou a governante, que falava aos jornalistas, à margem da quinta edição da «Gala da Ciência», que decorreu no casino da Figueira da Foz, por iniciativa do jornal «Ciência Hoje».
O Ministério da Educação e da Ciência prevê abrir concursos anuais para investigadores FCT ¿ caracterizados por serem «muito qualificados, muito competitivos» ¿, de modo a conseguir «manter no sistema científico e tecnológico 1.000 a 1.200 investigadores», acrescentou Leonor Parreira.
«Queremos escolher os cientistas melhores» para essa «bolsa» e «não queremos que os melhores se vão embora, queremos que fiquem cá», em Portugal, ou que «saiam e voltem depois».
A ciência e a tecnologia «são os motores do desenvolvimento», salientou a secretária de Estado, assegurando que o governo «aposta na qualidade».
Portugal registou, «nas últimas três décadas», um «crescimento importante, tanto a nível quantitativo, como qualitativo», dispondo hoje de «estruturas e de uma comunidade científica madura para dar um salto maior do ponto de vista qualitativo», sustentou.
O MEC «faz uma aposta clara na qualidade» e, apesar do «período difícil que vivemos, todos os recursos serão alocados à qualidade», sublinhou Leonor Parreira.