O Instituto Português do Mar e da Atmosfera alargou o alerta de mau tempo ao sul do país esta quinta-feira.

Já são 11 os distritos em aviso por causa da chuva, trovoada e vento. Todos os distritos do litoral estão agora a laranja e os restantes sete estão sob aviso amarelo segundo o site do IPMA.

Para além dos distritos de Viana do Castelo, Porto, Braga, Aveiro, Leiria, Coimbra e Santarém, também Lisboa, Setúbal, baixo Alentejo e Algarve estão em alerta mais elevado.

O aviso laranja é emitido pelo IPMA quando existe uma situação meteorológica de risco moderado a elevado e o amarelo quando há risco para determinadas atividades dependentes do tempo.

O IPMA prevê para o continente períodos de céu muito nublado, aguaceiros, que serão por vezes fortes e de granizo.

Por causa do mau tempo, a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) a emitiu hoje um alerta à população devido à "previsão de aguaceiros pontual e localmente fortes, acompanhados da queda de granizo, especialmente em todos os distritos do litoral e, gradualmente, de norte para sul ao longo do dia de hoje".

Está também previsto vento forte no litoral e nas terras altas, com rajadas que podem chegar, respetivamente, a velocidades entre 65 e 80 quilómetros/hora (havendo a possibilidade de ocorrência de fenómenos extremos).

No que diz respeito à agitação marítima, prevê-se ondulação de sudoeste até 2,5 metros na costa sul e 3 metros na costa ocidental, onde poderão ocorrer picos até 5 metros.

Por isso, a ANPC recomenda à população para que tenha cuidado com o piso rodoviário escorregadio e eventual formação de lençóis de água, a possibilidade de cheias rápidas em meio urbano, por acumulação de águas pluviais ou insuficiências dos sistemas de drenagem, inundações por transbordo de linhas de água nas zonas historicamente mais vulneráveis e danos em estruturas montadas ou suspensas.

A ANPC aconselha também a população a adotar comportamentos adequados à situação, como garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas.

A população deve também «adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a possível formação de lençóis de água nas vias e não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos», avisa a ANPC.